segunda-feira, 3 de julho de 2017





                                       VAMOS AO  MERCADO?

                                       




Em 1897 a população lagunense já tinha o seu mercado...




... e , que foi consumido por um misterioso incêndio, no ano de 1939. Ruínas derrubadas em 1940.
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No final da década de 50 surgia o novo e imponente Mercado Público da Laguna. Ponto de encontro da família lagunense, principalmente aos sábados, dia de comprar “carne verde,” no açougue de sua preferência, do Grego, Aguinaldo, Pedro Doca ou do Amorim. Verdura fresca era na quitanda do Lelé.
Na banca pública, peixe e camarão em abundância. Tempero verde, pimenta da boa ou, mudinhas de plantas, era com o Manfredo May.
José Effting vendia pintinhos de um dia.                                                                                                                             Box do Nardo, sempre com    novidades                                                                             Carne de porco, fresca? Especialidade da família Brás Barreto que, nas horas vagas, tocava cavaquinho e bandolim.
Bares e armazéns de secos e molhados ficavam  do lado externo do prédio.
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No piso superior já funcionou a Prefeitura Municipal, a Câmara de Vereadores  e, até, o Mobral.
                                 








Na foto, dá para notar, que o prédio já estava necessitando de reformas.
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Fundos do mercado, atualmente, e...





... como deverá ficar, após a execução do projeto, cujas obras estão  paralisadas há vários meses.


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   Foto  mais recente do atual estado de abandono.



       Perguntinha de algibeira:

A Câmara Municipal, ACIL ou CDL já nomearam alguma Comissão para, in loco,  verificar o atual estágio das obras do Mercado?
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                             A INVASÃO
 Por que nenhum de nossos fotógrafos conseguiu fotografar o interior do prédio?                                           Ronaldo Amboni, Gê, nem mesmo o Bocão, que já foi Homem Aranha e enfrentou coiotes na fronteira do México.
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Já que a abordagem por mar foi abortada, pensamos  numa invasão aérea.                                                                    Elvis Palma desceria sobre o mercado, de asa-delta ou de parapente, fotografando a verdade dos fatos.













Operação já autorizada pela Associação dos Aposentados da Praça Dr. Paulo Carneiro, tendo como Presidente João da Banha. Vice: Natanael Coelho. Secretário: Ronaldo Calazans. Tesoureiro Juci. Contador: Afonso Barreto. Advogado: dr. José Silveira.
Apoio: Ponto de Táxi e Feirinha do Ribeirão.
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A magistral personagem criada por Luis Fernando  Veríssimo vivia diante da TV. Fã ardorosa do presidente Figueiredo. Acreditava em tudo que ele dizia. Sempre otimista.

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Com relação ao governo de Mauro Candemil, qual vereador age como a Velhinha de Taubaté?
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         LAGUNA –  NOSSA TERRA, NOSSA GENTE.



         Caso de hoje:        BOIA GARANTIDA.

  Acontece cada coisa estranha com os pescadores da Laguna, que quando o cronista coloca no papel, todos pensam  que é mentira.
       Vejam o caso daquele tarrafeador que, ao retornar da Praia do Gi, percebeu que o pneu da bicicleta estava vazio.
Graças ao ar existente no ventre do baiacu, ele manteve a câmara de ar, inflada, até chegar a casa.
Pelos serviços prestados, o peixe foi devolvido ao mar.






O caso do Paloma foi, realmente, incrível. Pescava com dois caniços, um de cada lado do molhe norte.
Como a água do mar passa de um lado  para o outro por entre as pedras do promontório, arrastando os anzóis, o Paloma acabou fisgando a mesma garoupa, com os dois caniços.
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Domingo é dia de pescaria. Naquela manhã, na opinião dos especialistas, o mar estava pra peixe.
       Haroldo Prates, técnico da Eletrosul, aposentado, após tomar uns drinks com os amigos, no “Necrotério Bar”, munido de caniço e samburá, despediu-se da turma, afirmando:
___ Pessoal, vou pescar no molhe, e garantir a bóia de amanhã.
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Instalado, confortavelmente, sobre uma pedra do molhe norte, Haroldo, com a isca viva remexendo-se no anzol, balançou o caniço e soltou a linha.
Arremesso de campeão.
A chumbada cruzou  o canal e caiu, dentro da lancha da Capitania, que passava por ali.
___ Estou ferrado, pensou Haroldo, fisguei o peixe errado.








Expectativa no pesqueiro. Para não ser arrastado pela embarcação, com certeza,  o Haroldo jogaria o caniço ao mar.
___ Nem pensar, não se abre mão  de uma vara de carbono, com carretilha importada da Dinamarca.
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Com sangue frio, ele foi “dando linha”, aguardando o momento certo.
Sentia-se  como o personagem de Hermann Melville, caçando a baleia Moby-Dick.
A lancha embicou numa onda, nesse exato momento, Haroldo, de supetão, puxa a linha, e consegue...
___ Puxar a lancha?
___ Não, mas conseguiu ferrar um dos salva-vidas da embarcação.
___ Como garantira aos amigos do “Bar Necrotério”, a Bóia estava garantida.



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NADA MUDA


Órgãos ambientais continuam distribuindo mudas de plantas, enquanto o plátano do jardim Calheiros da Graça continua sufocado pelo inço. Terá o mesmo destino da árvore de Anita.
A folha do plátano é semelhante àquela da bandeira do Canadá.
As folhas que caíram durante o outono deixaram o inço exposto, pedindo para ser cortado.
Quem se habilita?
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A cidade ganhou canteiros e flores. E quanto ao jardineiro?
___  Precisamos de alguém que cuide das Rosas, Margaridas, Hortência, Violetas  e não deixe a Camélia cair do galho.
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MUTIRÃO ECOLÓGICO
Certa ocasião, os jornais noticiaram que umas 280 toneladas de lixo haviam sido retiradas da lagoa.
Corri até o setor de triagem  em busca de entulhos históricos, antes que o professor Marega pegasse tudo.
___ Quem sabe entre os achados  estivesse, o primeiro sutiã de Anita; a âncora do vapor “Max”; uma moeda calcinada pelo incêndio do Mercado Público, o sino da folclórica “Maquina 7”, a quilha do Seival,  ou o leme do navio Santo Antônio, afundado perto da Capitania.
Busca inútil, nem a verga que impulsionava a canoa “Ademirosa” eu achei.

       No setor de “ Borracharia” tentei localizar o pneu do primeiro carro da Laguna, pertencente ao senhor Willi Strack. Sem resultado.
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