quarta-feira, 6 de setembro de 2017

                      UM ELETRICISTA EM ESTADO DE                                                      CHOQUE

             



   


Laguna era, assim, no final de década de 50. Rodoviária e posto de gasolina no Centro. Docas já com sinais de assoreamento. Trilhos que  levava a histórica “máquina 7”, Maria-fumaça que conduzia os operários até ao Porto Carvoeiro.
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Na Lagoa Santo Antônio dos Anjos, o hidroavião da TABA, tranquilamente,  aguarda o embarque dos passageiros.


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A Usina da CBCA (Companhia Brasileira Carbonífera Araranguá) era a responsável pela geração e distribuição da energia elétrica na  Terra de Anita.



A velha usina, após cirurgia plástica, patrocinada pelo BNDES, foi entregue à sociedade lagunense, de cara nova. Prontinha para receber o Memorial Tordesilhas.                                                                      Fofoquinhas de comadres fizeram circular pela cidade, o boato de que a Antiga Usina dera o calote no governo.

Ficou bonitinha mas, ordinária. Não fez a devida prestação de contas.


Na foto abaixo, a   antiga subestação da CBCA, escritório local da empresa, atualmente, um Centro de Artesanato.


A atual Agência da Celesc, na Rua Duque de Caxias, Centro Histórico de Laguna, foi residência do empresário Carlos Remor.

Com as fotos das mais diversas edificações eu pretendi construir o cenário de minha história, de hoje.

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Naqueles tempos, a luz apagava mais do que acendia. Nos cinemas, os filmes, praticamente, eram exibidos em capítulos.  Dizem, que a fita “ E o vento levou,” conseguiu chegar ao seu final, após  sete dias de sessões contínuas. Ninguém saia de casa sem levar uma lanterna. O apagão era rotineiro.
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Os eletricistas da companhia, bem mereciam o título de “mãe  do ano” , pois era com muito sacrifício que conseguiam dar a luz.
Sem as técnicas modernas, qualquer interrupção  os obrigava a “correr a linha”, palmo a palmo, por todo o interior do município.  Muitas vezes, de bicicleta, e com a escada no ombro.
Em noites de tempestade lá iam eles, pelo banhado da Estiva, ou percorrendo a linha que corria por sobre a ponte de ferro, em Cabeçuda.
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Qualquer chuvisco, precedido de uma semanada de vento nordeste forte isolava os canecos,  com areia e muito salitre. O blecaute era inevitável.
Foram anos e anos desse pisca-pisca infernal.
    “Sorriso”, Cesar Correa, Zé Orelhinha, Montiel Cobra, Mário Zuquinalli e o Chefe ITA, foram alguns dos heróis desse tempo.
                       Eram os  eletricistas da CBCA muito requisitados para solucionar problemas elétricos em residências.
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Um desses homens, um dos mais idôneos e respeitáveis, foi contratado para trocar as instalações numa dessas mansões do século passado.

Serviço demorado. A escada foi aberta no meio da sala. O forro ficava a uns cinco metros de altura.

“Seo” Ita só trabalhava, após o expediente. Com o tempo, a escada já fazia parte da mobília da casa.

       Certa tarde, quando nosso técnico, acocorado no  alto da escada, isolava alguns fios, a moça entrou no recinto e, antes que o eletricista pudesse pigarrear uma advertência ela começou a tirar a roupa, enquanto ensaiava alguns passos de dança.

    As peças de roupa iam caindo pelo chão. A calcinha foi a última a deslizar perna abaixo.
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Diante de tanta energia, o eletricista suava em bicas. Estático e com medo. Quase nem respirava.
­­___ E, se a moça olhasse para cima?
___ O que pensariam sua esposa e filhos?
___E, a gozação dos colegas da substação? O “Orelhinha” com certeza iria chamá-lo de “tarado da escada”.
Sua reputação estava por um fio. Ficou em estado de choque.
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Finalmente, a moça, após descarregar todas as suas baterias, sumiu do aposento.
O eletricista, com as pernas bambas, fugiu às pressas, abandonando até sua caixa de ferramentas.
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Sem dúvida  nenhuma, aquela foi a mais emocionante trepada de sua vida profissional...
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ASAS DE ANJO


No Sinédrio Legislativo, alguns sacerdotes do Templo foram convocados para julgar um  dos membros do Conselho.
A eles caberia opinar se o acusado mereceria, ou não, usar um par de asas de anjo.
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Os sumos sacerdotes Rodrigo Moraes, Roomening Rodrigues e Adilson  Paulino, à luz dos fatos “terrenos” concluíram que Roberto  C. Alves era inocente, portanto,  digno de usar Asas de Anjo.
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Se os ilustres membros do Conselho tivessem consultado o irmão Rogério, leitor assíduo dos Livros Sagrados  teriam sido lembrados de que o diabo, também, já foi Anjo, com asas e tudo.



Vereador Roberto Alves já bateu asas. Novamente licenciado da Câmara. Assumiu o suplente Tavinho.

Esperto. Caso seu caso vá à Plenário garante mais um voto a seu favor.
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CAPIVARA                                                                                              Todos elogiam o carinho com que os moradores cuidam da sua  praça numa comunidade  do bairro Mato Alto, entrada da cidade.
Um brinco.
No entanto, até o colunista Zé Mala, no jornal  “Correio” estranhou a colocação, ali, de um monumento homenageando a Capivara.
___ O que a cidade tem a ver com esse roedor?
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Amigo Zé Mala, o problema não é a capivara, mas, o local.
Se  estivesse sido colocada no jardim Calheiros da Graça, Praça da Matriz, a homenagem seria mais que merecida.
Um cidadão conhecido pela alcunha de “CAPIVARA”, durante décadas cuidou sozinho, daquele logradouro Público, com carinho e dedicação                                                                                                   Com certeza, o saudoso  “Capivara” estará plantando saudades no Jardim do Paraíso.






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ESGOTO NA PRAIA

O MAL É DE NASCENÇA.

E, tudo começa na Prefeitura.
­­___ Quem autoriza a construção de prédios e outras edificações?
___ Quem dá o “ Habite-se” ?
Segundo consta, não existe na Prefeitura uma equipe de técnicos especializados  em analise dos projetos de instalações elétricas e hidro-sanitárias.
Tudo nas coxas.  Quem entra pelo cano é o povo.
                                                                                                Mais tarde, quando a coisa estoura, contratam uma empresa para minimizar os efeitos, mas, continuam sem atacar as causas...

VAMOS DEIXAR A BELA PRAIA DO MAR-GROSSO A MERCÊ DO DESCASO?

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CHEGA DE TAPUME


   O vento nordeste deu um basta. Com uma rajada jogou no chão, o  tapume do mercado público.
O caminho foi aberto. Que a sociedade faça a sua parte, e que se crie uma Comissão para verificar in loco, as reais condições do Mercado, e o que precisa ser feito para colocá-lo em funcionamento. JÁ!
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