terça-feira, 12 de setembro de 2017


                             LAGUNA ESPERA POR VOCÊS! 
       

Foto SKYscraperCity

Um oásis de paz, à beira da Lagoa Santo Antônio dos Anjos, entre o Mercado Público e a escadinha.
          Nesta época do ano o local é muito procurado pelos pescadores de burriquete, que não resistem a uma isca com siri vivo. Alguns chegam a pesar  até 50 quilos.


DISC-DANCE MISTURADO




No final da década de 60, mais precisamente em 1968, Martin Luther King, grande líder na defesa dos direitos civis dos negros, prêmio Nobel da Paz, era assassinado nos EUA.

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Laguna é, mesmo, a cidade dos casos raros. No início da década de 70, com as  discotecas animando as baladas da juventude, eu passava de ônibus pelo bairro Portinho, quando vi, na beira da estrada, um cartaz anunciando a atração da noite:
___ HOJE DISC-DANCE MISTURADO!
Intrigado, tratei de buscar informações.
Um salão da localidade promovia discotecas, porém, o salão era dividido por uma corda. De um lado dançavam os brancos, do outro, só negros.
___ E, o disc-dance misturado?
___ Aos domingos, a corda era retirada. Brancos e negros dançavam misturados.
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Foto atual do bairro Portinho. Destaque para o campo do AVAI Futebol Clube, ainda em atividade.

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A DISCOTECA
Uma das características das discotecas, era a luz negra. O globo  espelhado, pendurado no teto, garantia o efeito indispensável à iluminação da festa.
Dona Lilica, uma dama da alta sociedade lagunense, adorava uma festa. Bailes na Sociedade Recreativa Congresso, ou no Blondin, ela era presença garantida. Detalhe, só saia do clube, com a orquestra.
Naqueles tempos, as moças de sociedade não iam aos bailes, sem a companhia de alguém, que se responsabilizasse por elas.
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Nilda e Nícia Ulysséa adoravam a avó Lilica companheira para todas as festas.
Companheira e fiscal. Sentada em cadeira de pista ficava de olho nas netas. Marcação cerrada.
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Após muitos beijinhos e chamegos dona Lilica concordou em acompanhá-las ao Clube 3 de Maio, no bairro Magalhães.
Estréia da discoteca. Música eletrônica. Luz negra.                                                                                                              Naquele ambiente mais escuro, teriam um pouco mais de liberdade, pois a avó teria mais dificuldade de localizá-las, no meio do salão.                                                                    Começa a festa.
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Dona Lilica, esposa do comerciante Silo Ulysséa, além de festeira era mulher bem informada. Conhecia as novidades no ramo dos divertimentos modernos.
     Ao perceber, que suas meninas sumiam na multidão, dona Lilica sacou uma poderosa lanterna, e o potente facho de luz vasculhou o salão, procurando as netas.

             
__ Vovó, que vergonha, fica todo mundo olhando...

__ Tratem de dançar na minha frente, pois minha lanterna tem pilhas para a noite toda...

Na foto a  “ Casa São Paulo” prédio da antiga loja de Silo Ulysséa “ Comercial Ulysséa”.

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COLOCANDO O PRETO NO BRANCO

Havia uma rivalidade enorme entre os rapazes do Magalhães e a turma do bairro Campo de Fora. No livro Laguna de 1.880 o escritor Saul Ulysséa já falava das pendengas entre as turmas dos referidos bairros.
O Centro da cidade era considerado campo neutro.
Alguém do Magalhães namorar com  moça do bairro adversário?   Nem pensar.
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Rua Almirante Lamego era o coração do Campo de Fora. Três sociedades Recreativas – Anita, 14  e 7 de Julho. Famílias importantes ali residiam: Marcondes, Oliveira, Silveira, Pacheco e Fortes.
Manoel (Maneca) Fortes era funcionário Público Municipal, carnavalesco, um dos fundadores da APAE, bem relacionado na cidade. Dizem, que era  homem valente. Não enjeitava uma boa briga.
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No Magalhães, na Avenida João Pessoa, residia um negro forte, boa pinta, conhecido por Chico da Nair.
Costumava circular pelo centro da cidade montado em seu belo cavalo, arreios reluzentes, como se fosse um mouro a  caminho das cruzadas.
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Fama de valentão. Nem ele nem o Maneca Fortes ousavam invadir o território alheio. Respeito mútuo.
             Até aquele dia!
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Chico precisou viajar para Santos. Ao retornar foi informado de   que o  Maneca Fortes não só visitara o seu bairro como encontrou-se com uma garota na quermesse da Capela de N.Sra. dos Navegantes.
Não engoliu a afronta.
Arreou seu cavalo, e galopou em direção ao Campo de Fora.
Antes que  chegasse à  pedreira, limite entre a cidade e o bairro, Maneca já sabia da visita e preparou-se para recebê-lo.
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Chico teria saltado o muro de entrada, com cavalo e tudo.
Maneca, de espingarda em punho, descarregou uma carga de chumbo nas partes glúteas do cavaleiro.
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Dr.Paulo Carneiro era amigo de ambos. Logo após o incidente, Maneca recebeu a visita do médico, e foi logo dizendo:
___ Se vieste defender teu amigo, perdeste a viagem...
__ Vim pedir-te para que, da próxima vez, coloques menos  munição nessa arma.                                              Não imaginas o trabalho que tive para extrair tanto chumbinho..


PAPAI NOEL DE SACO CHEIO,  DE DINHEIRO.





Beatriz Barzan, em sua página de facebook, foi categórica:

“papai Noel” foi filmado recebendo propina e, agora, está à mercê do vento sul.
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A princípio não entendi a metáfora. O que estaria Papai Noel, fazendo em Laguna, em setembro.
Estaria com Alzheimer?
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Seria um outro Noel, que nada tem a ver com o Pólo Norte?                                                                                        ___ Ele teria colocado o dinheiro no saco?
__ Quem teria filmado a entrega do “donativo” natalino?
___ Houve distribuição dos brinquedos aos apaniguados?
___ Seriam brinquedos temáticos: arara, mico leão dourado, onças, garoupas e outros bichos.
Infelizmente, Beatriz foi lacônica, não dirimiu nossas dúvidas.
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A NOVA PINTURA DA “CARIOCA”.
  O  prédio da Fonte da Carioca estava, mesmo, precisando de uma pinturinha. A Prefeitura enviou alguém.                                                                                           Pelas fotos deve ter sido o “Picaço,” cujo pincel  já estava meio broxa. A coisa ficou mais para gozação do que para caiação.


                 



NA HORA DO “BICHO”.

A Lanchonete Calçadão, na Rua 15 de novembro, defronte à  Farmácia Plantão, tem, também, o seu time de futebol.                                                                         Alguns de seus “cobras” são conhecidos nos campinhos de peladas, por outros apelidos.
O goleiro é o perereca, quando joga mal o time vai pro brejo. O centroavante é o Sapo.                                           Em compensação, o adversário do último sábado tinha seus craques, também recolhidos da fauna brasileira, dupla de atacantes, Gambá e Pinto.
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Gambá tinha cheiro de gols, fez três. O árbitro “viu” o Sapo botar a mão  na bola. Pênalti.
O pinto bateu e a perereca engoliu um frango. Era o quarto gol.
Esquentada, Perereca joga a bola contra o adversário. O Pinto caiu.
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Na lanchonete o clima era de tristeza. Com derrota não tinha “bicho”.

­­­­____ BUUURROS!



Rodrigo, o vizinho farmacêutico,  receitou aos atletas, uma solução genérica: Supositório de Erva de Bicho.

Alguns gostaram e, até, prometeram perder no próximo jogo. Pelo jeito vamos admitir outro bichinho no time...
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Um comentário:

  1. Salete, que bom o Munir está escrevendo seus comentários e suas crônicas no Blog e colocado à disposição no face. Dê a ele um grande abraço.Amigo, continuas o mesmo......

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