sexta-feira, 14 de julho de 2017




                                            ANIVERSÁRIO DA LAGUNA
                                         1.676 – 2.017

                                   Domingos de Brito Peixoto



Domingos de Brito Peixoto, fundador de Laguna, fazia parte do time dos Bandeirantes.         
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      A primeira coisa que fez ao chegar  a nossa Santa Terrinha foi acomodar a imagem de Santo Antônio dos Anjos em sua capelinha, construída no sopé do morro.

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A povoa de Laguna ia de vento em popa, porém, Brito Peixoto recebe uma nova missão:  Levar o Brasil mais para o sul. E, lá fomos nós, ajudar a povoar o Rio Grande.




Orientando-se pelo mapa  fornecido pelo ex-prefeito Cadorin, seguindo o caminho dos tropeiros, a expedição de Brito chegou até Viamão, promovendo, ali, a título de comemoração, o primeiro Grenal da história.

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O bandeirante aprendeu a gostar do feijão tropeiro. Anos depois, o Governo Imperial, achando que estava por cima da carne seca, aumentou os impostos sobre o charque riograndense.
Os gaúchos reagiram, e iniciaram uma revolução que durou cerca de 10 anos.
E, ainda, dizem, que a carne é fraca.
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Pelo Tratado de Tordesilhas a Província Cisplatina (atual Uruguai) pertencia a Argentina. Dom João VI, o primeiro “coxinha” do Brasil, resolveu entrar na disputa pela posse da Cisplatina.

         Para manter uma guerra insana Dom Pedro I torrou o dinheiro do Império, até a Domitila teve que amargar um jejum, de cama e mesa.
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Novamente, sobrou prá nós.  A Vila de Laguna, posto mais avançado da Coroa Portuguesa, foi para o sacrifício.  Homens foram convocados, cabeças de gado foram requisitadas para alimentar a tropa.
A Vila ficou pobre e vazia, só com mulheres e crianças.
Dívida que o Governo Central nunca nos pagou.
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  Domingo na beira do cais.
       
      Enquanto aguardava seus convidados, Domingos de Brito Peixoto contemplava o belíssimo pôr do sol.
Ele ansiava por saber o que de mais importante teria acontecido com sua Laguna nesses 341 anos de existência.
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Cadorin e Ivete compareceram a caráter,


Jairo Barcelos não deixou por menos.




Com  eles, Brito Peixoto ficaria por dentro dos detalhes sobre a saga farroupilha em Laguna.
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Soube dos lanchões transportados em carros de boi         e, também,  da aventura do Seival, navegando pelos rios da Carniça, pegando os imperiais de surpresa. Os caramurus foram  apanhados de calça na mão.



                                         

Através de vídeos das encenações da “Tomada de Laguna” e da “A República”. Brito Peixoto acompanhou  assombrado, as cenas de batalha; a proclamação da República
Juliana e o surgimento da Heroína Anita, combatendo ao lado de Giuseppe Garibaldi.


                           







Ainda emocionado com o que presenciara

Brito Peixoto deu uma circulada pela cidade e ficou  feliz  com o que viu.



Como bom fantasma, ele  circulou por sobre os morros...

 E desejou conhecer a Praia do Mar-Grosso, seguindo pelo 
                                  Bairro de Magalhães.




A DESPEDIDA

Desejando a todos os moradores da Laguna, parabéns pelo aniversário da cidade, Brito Peixoto fez um apelo aos administradores do município:



Durante a Semana Cultural coloquem telões em alguns pontos da cidade  para exibição de vídeos sobre a “Tomada da Laguna” e a “República”.
  O povo precisa sentir orgulho de sua terra e reconhecer a importância dessa gente para a história do Brasil.
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Em “Off” ele nos segredou que torce pelo surgimento de novas lideranças, cujas performances na vida pública estejam a altura da grandeza desta terra.
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O ESCAFANDRO


 

Vereador Tono Laureano, atualmente, respondendo pela Secretaria de Pesca e Agricultura está, realmente, fazendo um bom trabalho. O homem chupa cana e assobia, ao mesmo tempo.
Dizem, que já conseguia, até, uma pequena draga para limpeza dos rios de nosso sistema lagunar. Antiga reivindicação dos pescadores e agricultores da região.
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Contaram-me, que a Secretária Municipal  de Administração e Finanças foi surpreendida com o pedido.
Tono Laureano pedia autorização para comprar um ESCAFANDRO.
Tono está a fim  de mergulhar no canal da barra da Laguna e  examinar, in loco,  os obstáculos que impedem  o aumento de calado de nossa barra.
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Uma vez diagnosticado o problema Tono tomará as medidas cabíveis.
         Elvis Palma teria sido contratado para fotografar a operação.

            Parece que já topou. Comprou até peruca.



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                  LAGUNA – NOSSA TERRA, NOSSA GENTE



                                     DE PÉS JUNTOS

O cemitério da Irmandade de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, localizado logo atrás da Matriz, é guardado a sete  chaves.
No portão, um cadeado tenta impedir  a entrada de vândalos e coibir  encontros cuja finalidade nada tem a ver com a vida dos mortos.
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Há uns anos, não era assim, o portão ficava aberto, e qualquer pessoa podia entrar e sair, desde que estivesse viva, naturalmente.
Nossa história se passa naquele tempo.
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Duas senhoras subiram a rampa, que as levava ao Campo Santo. Nos braços, lindos arranjos florais, feitos com flores naturais.
Diante dos túmulos de seus entes queridos, após uma rápida faxina no local, elas ajoelharam-se para orar.
O rosário rezado com contrição. Cada mistério meditado com devoção.
O silêncio ajudava a concentração...
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Súbito, ouviu-se um suspiro profundo seguido de um suave gemido.
___ Deve ser alguém chorando seus mortos, pensaram elas.
   Os gemidos foram aumentando em número de decibéis. Ouviram-se vozes sussurrando.
__ Seriam  necrófilos, violentando corpos indefesos?
Para disfarçar a preocupação passaram a rezar em voz alta.
Os gemidos ficaram mais intensos e os “ais”  pareciam mais de prazer do que de dor.
      As rezadeiras lançaram um olhar em volta, procurando descobrir a origem daqueles sentidos “ais”.
E viram!
Pés juntos surgiam por detrás de um túmulo de mármore.
___ Seriam recém falecidos à espera do coveiro?
__ Mas, esperem, havia  algo de estranho naqueles pés juntos...
___ Por quê?  O cemitério não é a Cidade dos Pés Juntos?
___ Não daquela maneira, um pé com os dedos para cima e o outro, com o calcanhar para o alto.
___ Meu Deus, um está em cima do outro. Estão transando no cemitério...
Nessas alturas já tinha gemido para todo gosto.
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Nossas duas amigas interromperam o rosário e, de pé, de mãos postas, no melhor estilo “ Exército da Salvação”, em voz alta, quase aos berros, sapecaram o Glória, Glória, ALELUIA.

   A música ecoou de sepulcro em sepulcro.
Um banho de água fria nos amantes, enquanto ele recolhia o ferro, ela baixava  os panos, e cada um deles abandonou a “cena do crime” à sua maneira. O homem pulou o muro, e a mulher saiu pelo portão, quase correndo, tentando esconder o rosto. Inutilmente. Era casada e, ao passar, deixou um cheiro de chifre queimado no ar.
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Esta é uma história verídica. Dizem, que a mulher jurava de pés juntos, que ia, semanalmente, ao cemitério, pagar promessa.
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Um comentário:

  1. Parabéns Munir, com suas estória salpicadas de picardia. Um abraço.

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