segunda-feira, 2 de outubro de 2017



                             NO REINO DAS CASTANHOLAS





Para escrever o livro “ Laguna - Terra mater” o ex-prefeito Adilcio Cadorin e seu filho Lucas mergulharam fundo, na pré-história da terra de Anita, xeretando mapas  e alfarrábios em busca de dados, que comprovassem a data de nascimento de nossa cidade e  quem foram os padrinhos de batismo.                     

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Convencido de que Laguna é muito mais velha, Cadorin esteve na Câmara de Vereadores, vendendo seu peixe.
Didático, sem deixar de ser persuasivo, Cadora demonstrou aos senhores edis, que nossa terrinha já era conhecida nas redes sociais de antanho, lá pelos idos de 1538, como “Laguna  Mbiaçá”.
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Aceita a tese de Cadorin, de que nossas origens são mais espanholas do que portuguesas, Domingos de Brito Peixoto seria rebaixado à categoria de povoador da Laguna e colonizador do Rio Grande do Sul e, mesmo assim, para manter esse status,  teria que aprender a tocar castanholas e decorar a marchinha  “ tourada em Madrid”.
              E, quem assumiria seu lugar no pedestal defronte ao cine Mussi?
___ Dom Juan de Salazar Y Espinosa?




___ Frei Bernardo de Armenta, Alonso de Cabrera, ou o polêmico Alvar Nunes Cabeza de Vaca?
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Escritora Alice Bertoli Arns em seu livro “ Laguna- Uma esquecida epopéia de franciscanos e bandeirantes” relata o trabalho dos franciscanos na catequese dos indígenas da região.                                             Na época, não era incomum a presença de navegadores a caminho do Rio da Prata, comerciantes de escravos, piratas e  náufragos.
___ Alguns deles poderiam ser chamados de “ fundadores da Laguna”?
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Caberá à colenda Câmara de Vereadores, se assim desejar,  marcar uma audiência pública para decidir sobre a nova certidão de nascimento  da Laguna.
         Não é um tema para leigos. Sugiro que aproveitem a oportunidade, usem  o plenário da Câmara como fórum de debates, e  convidem algumas personalidades interessadas no assunto:
Professor Marega, escritores Valmir Guedes, Márcio José Rodrigues, alguém representando o IPHAN, a UDESC, a UNISUL, Fundação Catarinense de Cultura e, naturalmente, o autor da proposta Adilcio Cadorin.
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Domingos contempla sua cidade enquanto escuta na voz trazida pelo vento nordeste, um fado, cantado por  Amália Rodrigues, saudades do além mar.
                                                                                                   “Pelas ruas mais sombrias
Passa o tempo que passou
Serenatas de outros dias
Que a voz do tempo cantou
Pelas ruas mais sombrias                                                       Passa o tempo que passou.”
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SHOW DE DESAGRAVO
Quem sabe, o tenor João Rodrigues – Joãozinho, cujo falecido pai nasceu na Ilha da Madeira,  possa reunir seus amigos num show em  defesa da permanência de Domingos de Brito Peixoto, como Fundador da Laguna.


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