domingo, 1 de julho de 2018




                                                             BANCA DE PEIXES


No Centro Histórico, ao lado do “falecido” Mercado Público, o pescado é comercializado nas canoas. Os  pescadores improvisam barracas.
Saul Ulysséa, no livro “Laguna de 1880” já menciona a existência de banca de peixe naquele local.  
IPHAN proibiu construção de bancas ali.
Está na hora de repensar, em nome da tradição e da saúde da população.
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                                                                                                      140  ANOS DA IMPRENSA LAGUNENSE                                                                                                                                                                                     
42 ANOS DA MINHA COLUNA “COMUNIDADE”.



     Nas prateleiras da minha estante, os jornais, dobrados, esmaecidos guardam milhares  de histórias, da cidade e do seu povo.
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Tudo começou no jornal “Semanário de Notícias” e continuei nas páginas do “Renovador”, “Tribuna Lagunense”,  “Farol” e “ A Crítica”.

     Na sala de redação convivi e aprendi com personalidades como Ruben Ulysséa, José Paulo Arantes, Archimedes de Castro Faria, Nazil Bento, Agenor Bessa, Márcio Carneiro, Valmir Guedes Junior, Richard Calil Bulos,  João Carlos Wilke, Álvaro de Oliveira,  Salmon Flores e Gladys.






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Um agradecimento especial ao casal Salmon e Gladys Flores do jornal “A Crítica”. Com uma página inteira à minha disposição eu colaborei por quase duas décadas e, só parei porque  aquele semanário deixou de circular.
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                                   0 Renovador em “Off-7”


Menção  honrosa ao jornalista e artista Richard Calil Bulos – o “CHACHÁ”.
Chachá foi o guru de todos nós. Dominava o idioma como poucos. Artista plástico, chargista, cronista, redator e repórter. Criativo, critico e irreverente.
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Na mesa dos fundos de um restaurante, uma cerveja, a caneta e uma folha de papel eram suficientes, para  que o “Chachá” alinhavasse o jornal a ser impresso naquela semana.
Um gênio que está a merecer uma homenagem póstuma à altura de seu talento.
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Atualmente, em Laguna, temos o Jornal da Laguna, O Correio, a Verdade e o Malagueta.
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                 O CALVÁRIO DA BEATA

Um grupo de senhoras da Laguna, todas católicas praticantes reunia-se, semanalmente, para algumas horas de oração.
Rosário completo, com seus 15 pais-nossos e glorias. E, mais 150 ave-marias e os mistérios.
Era de secar a boca.
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Deixar de comparecer a uma reunião, sem um bom motivo, era falta grave, imperdoável. Quase um pecado mortal.
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Em certo dia de outubro, mês do rosário, uma das senhoras de Confraria ficou entre a cruz e o tridente.
No mesmo dia da reunião ia acontecer um chá beneficente no Clube Congresso Lagunense.
Ela era louquinha por esse tipo de reunião social.
Tudo na mesma hora, chá e oração. O que fazer?
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A beata provocou uma reunião extraordinária e colocou as cartas na mesa. Após votação  secreta saiu o veredicto:
___ Permissão concedida para comparecer ao  chá e fazer, lá mesmo, as orações.
Não se  esquecer de levar o rosário e não comer nada durante a reza para não tirar a concentração.
___ Ela foi.  Esqueceu o rosário e sentiu na carne, a tentação e o remorso.
Os docinhos que despertaram sua gula tinham o formato da Contas do Rosário.


___ Primeiro o dever, depois o prazer. Com os docinhos “fabricou” o seu rosário. As ave-marias seriam os brigadeiros, e os bombons rosados os pais-nossos.


Os “olhos de sogra” ­­­ representariam os “mistérios”.




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Enquanto a festa rolava, animada, ela rezava, contrita. A medida que orava, para não perder a conta, ia apartando os docinhos, porém, ao chegar ao primeiro “mistério”, não resistiu.
Após uma rápida contemplação, comeu o “olho de sogra”.
Foi a conta. O apetite passou a controlar a reza.
Após cada recitação comia a “continha” do rosário.
Pela primeira vez percebia, que a oração, literalmente, não era só o alimento do espírito.                                                    Esquecida de que o estômago tinha limites, acabou empanturrada de “fé”.
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Nossa “santa criatura” só então percebeu, que havia rezado, apenas, um “Terço do Rosário” e  estava sem condições físicas para continuar. Não conseguia engolir nem mais uma jaculatória, de sobremesa.
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Na reunião da semana seguinte, penitenciou-se perante o grupo de amigas, pois infringira o Regulamento.
O caso teria sido levado ao conhecimento do Bispo, que o relatara aos seus superiores


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Não houve resposta imediata, no entanto, meses depois, o Grupo, acatando recomendações, passou a dotar a recitação de apenas um “Terço do Rosário”.
Coisas do “olho de sogra” e seus “mistérios”...
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O DUREX DO PADRE
Na cidade do Porto, em Portugal, um sacerdote entra num estabelecimento comercial e pede DUREX.
O balconista, delicadamente, o encaminhou a uma farmácia.
Pediu Durex e recebeu uma caixa de preservativo. Ficou envergonhado, como é que um padre, turista, ia adivinhar que DUREX era uma marca de camisinha?
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