segunda-feira, 20 de novembro de 2017

                                                 

                                                    DISPARADA


A Távola Redonda dos políticos brasileiros chama-se  “Coligação”. Um lugar onde, entre conchavos, escolhe-se o cavaleiro, que irá nos representar nas assembléias oficiais.

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Em Laguna chegava a um melancólico fim,  o caricato governo  da “Babilônia”.
Surge no horizonte um novo paladino, montado num cavalo branco, levando esperanças ao povo. Tratava-se de um lorde, Barão de Candemil, muito bem recomendado pelo Poder Central.
    Após vencer o duelo contra o sultão Samir Saladino caminhou soberano, pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro Sir Júlio, da nobre Casa de Willemann.
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Não sabemos se a mula mancou, ou o cavalo “empacou” mas, a verdade, é que um governo que começou cheio de “Grau” chegou ao término de seu primeiro ano de mandato, sem deslanchar.
Ainda bem que a esperança é a última que morre...
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Lembrando Aguinaldo Willemann, pecuarista e dono do açougue onde eu comprava, de caderneta, ofereço ao Júlio, seu filho e atual vice-prefeito, trechos da música de Geraldo Vandré, “ Disparada”:

Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente.
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto pra enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar (...)
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Qualquer cavaleiro sabe que se deixar o bicho correr de rédeas soltas, a coisa vai pro brejo, definitivamente.
     Exemplos não faltam por este Brasil afora...
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                                                                                                                       NA MOITA 



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Aqui, na Santa Terrinha, pouca coisa mudou. Inicialmente, surrupiaram as placas de bronze dos nossos monumentos históricos.
O sino do  Museu Anita Garibaldi, que badalou a história da cidade durante séculos, também, foi levado pela mão boba dos “amigos do alheio”.
   Nesta semana,  vândalos teriam arrombado a porta, e invadido o museu, bem ao lado  do Monumento à Heroína Anita.
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A Turma do Chedão preocupada com a onda de roubos,  fez  uma “ vaquinha” para contratar um detetive especializado em crimes contra o Patrimônio Público.
O Inspetor Edésio Clouseau ( ex- pantera cor de rosa) topou a parada.
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A primeira testemunha a ser ouvida foi Anita Garibaldi.
No dia do crime ela estava em Imbituba, a convite, prestigiando a encenação da peça que relembrou seu batismo de fogo, ocorrido em 4 de novembro de 1839.
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Utilizando uma lupa comprada na última loja de 1,99 da cidade, Inspetor  Edésio seguiu as  pegadas do meliante.

O suspeito  esteve nas  imediações do Mercado Público, e dali seguiu até à  Casa de Anita.  Fechada.
 Após circular em torno da Matriz,  o homem seguiu em frente.                                                                                     Diante da  Fonte da Carioca, mal pintada, e na semi obscuridade, o ambiente favorecia a seus propósitos.
Resistiu.
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Às portas do Museu sua situação era desesperadora. Subiu a escadaria disposto a tocar o sino e acordar o vigia.
___ Não havia mais sino!  
___ Seu tempo estava acabando...
Arrombou a porta do Museu, correu até o urinol do Conde D`Eu, e aliviou-se...
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Conclusão das investigações:
__ A falta de banheiros públicos  na cidade pode  levar o homem a tomar atitudes impensadas.
    
Não fosse a argúcia do Inspetor Edésio e tudo continuaria, na moita...
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CAEM OS ÚLTIMOS SÍMBOLOS DE UMA ÉPOCA
 O “Goiabão”, um quiosque na areia da praia, tornou-se  o ponto de encontro dos jovens na Praia do Mar-Grosso até o surgimento do calçadão, na Rua Tubarão, o novo “point” da moda.  Fissura, Sambão, Sorvetão, Baleia Branca e  o  “Zebrão”, do  “Nelson Ned”comandavam a festa.
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O calçadão murchou. Na  Avenida Beira-Mar os últimos marcos da antiga praia, vão desaparecendo. O primeiro foi o Turismar Hotel, semana passada o Baleia Branca e, agora, foi a vez do “Ondão”.
    Hotel e Restaurante “ONDÃO” do guerreiro Enzo, craque do futebol de areia,  o terror das peladas de  praia.
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CURVAS DO IRÓ ou CURVAS DO MIRÓ?
     Valmir Guedes, o guru dos blogueiros lagunenses, continua irritadíssimo com esse troca-troca de nomes de ruas.
___ Querem trocar o nome da Rua Luiz Severino Duarte por “ Curvas do Iró”.
      Acho que houve erro de digitação, eles querem  dizer  “CURVAS DO MIRÓ,”  para lembrar o grande incidente aviatório ali ocorrido.

                       


Manhã de domingo. Sol de verão. O avião do piloto Romualdo Romagna brinca nos  céus da Praia do Mar-Grosso,  executando piruetas graciosas.
Ao lado do Romualdo, o eficiente co-piloto Miró.
No banco traseiro, o fotógrafo Ibraim Bacha ia clicando todo o visual.
   Ao cruzarem sobre a Praia do Iró algo nos rochedos chamou a atenção do Miró que, excitado exclamou:
___ BACHA! BACHA!
O piloto entendeu: BAIXA! BAIXA!
E, foi baixando, até dar com os burros n`água, afundando .                                                                                         Felizmente, além do banho, só perdas materiais.
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O que o Miró teria avistado, que provocou o tal acidente?
___ Mistérios das Curvas do Iró, ou seria do MIRÓ?
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rédeas soltas, a coisa vai pro brejo, definitivamente.                                                                                  Exemplos não faltam por este Brasil afora...
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