terça-feira, 1 de agosto de 2017


                                                       QUE A PAZ ESTEJA CONVOSCO         

                     “Não sou eu quem me navega/ 
                     Quem me navega é o mar”.
                      Deus bem sabe o que ele faz/
                      A onda que me carrega,
                      Ela mesma é quem me traz”.
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                                                                                          BANHO DE LOJA
O desleixo vinha sendo denunciado pelo jornalista e escritor Valmir Guedes, através de seu prestigiado blog. Fato corroborado com as fotos postadas pelo repórter-fotográfico Elvis Palma.
    Felizmente, na semana que passou, alguns de nossos principais monumentos receberam um verdadeiro banho de loja.
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O primeiro a receber o  merecido brilho, foi Jerônimo Coelho, fundador da Imprensa Catarinense.
  De banho tomado recepcionou as autoridades que estiveram em Laguna para homenageá-lo, no Dia da Imprensa Catarinense ( 28 de julho).
Conterrâneo Jerônimo Coelho é fundador da
Imprensa Catarinense e, também, da Loja Maçônica em terras barriga-verde.

                                                                            


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Anita Garibaldi, Heroína de Dois Mundos e ícone da República Juliana levou uma mangueirada histórica.










Aproveitando a onda de higienização geral deram uma bronzeada no busto do Almirante Lamego
 


E, no Monumento ao Trabalhador,



Sob o olhar atento de Domingos de Brito Peixoto,

Fundador da cidade.





BUSTO CAÍDO

     Alguém, ao passar pela pracinha do Rosário, viu o pedestal desocupado.
___O busto de Jerônimo Coelho teria  caído?
___ Não, havia sido roubado.
Policiais colocaram em execução a Operação Sutiã, e logo encontraram um susPeito.
___ Deram uma Prensa e o fulano soltou o Verbo.
Manchete do dia seguinte:  Busto do pai da Imprensa Catarinense retorna. Monumento intato.
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Com o busto do padre Manoel João, renomado orador sacro, 50 anos na paróquia da Laguna, o caso foi mais complicado.
Carnaval. Época dos bailes públicos no Centro Histórico. Alguém resolveu deslocar o caminhão de som para o lado da Casa Paroquial, defronte ao busto do Padre.
Na madrugada da folia, a moça, já “alta”, subiu na  cabeça do sacerdote, e ali ficou, sambando o resto da noite.
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Na manhã de domingo, os fiéis ao passarem para a missa matutina, ficaram escandalizados.                           A foliona havia deixado a marca do crime, sua calcinha enfiada na cabeça do padre. Verdadeira “sacra-nagem”.
Ainda bem, que o religioso, não “perdeu a cabeça”...
Nas noites seguintes, para que não caísse em tentação, foi recolhido à Casa Paroquial.
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CONVERSA “FRANCA”
















As baleias chegaram, e  quatro delas “brincam” na  Praia do Mar-Grosso.                                                                   Animais fantásticos com até 18 metros de comprimento, e que  podem pesar até 80 toneladas. É o cetáceo  que mais corre perigo de extinção.
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Confesso que eu prefiro a “prata da casa”, nossos botos, com suas acrobáticas piruetas

                    Bem vindos a Laguna.



                       BOTO pescador



Cadê o virote?






Alô meninas...


                                  


             Hora do show




Coisa de circo



Balé aquático


Botos surfistas









 Apenas uma amostra do que as pessoas podem observar dos molhes da Barra, em Laguna.




                    O FOTÓGRAFO






                         

  Elvis Palma, com suas belas fotos sobre o cotidiano da nossa Santa Terrinha, é hoje uma das pessoas mais conhecidas e queridas da cidade.
            No entanto, sua mais nova máquina fotográfica  estaria preocupando muita gente.                                           _ Qual é  o inconveniente?
___ Agora, ao fotografar uma autoridade, prefeito, por exemplo, ele consegue captar a imagem do último puxa-saco em pleno puxa-saquismo.  Flagra o “chaleira” como se ainda estivesse em pleno ato.



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A BARRACA DO BEIJO






A Barraca do Beijo é sempre uma atração em qualquer Festa Junina.
Em Laguna não foi diferente.
Numa das Fundações Municipais  o sucesso foi estrondoso.
Ao  prestigiar a Barraca, prefeito Mauro Candemil foi incluído como “beijoqueiro”.
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Em pouco tempo, pelo que nos  disseram, a fila para concorrer a um ósculo do alcaide, estendia-se por quase um quilômetro.
Foi a barraca que mais arrecadou, mais fácil que cobrar IPTU.
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Foi tal o sucesso, que a Secretaria de Finanças já pensa em organizar o Dia do Beijo para arrecadar fundos.
Beijoqueiras e beijoqueiros estariam sendo selecionados.
Bombeiros ficariam a postos.
___ Bombeiros?
___ Sim, porque Beijo é como ferro-elétrico, você liga em cima e esquenta embaixo.
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___ Haveria possibilidade de se organizar a Barraca do Beijo, na Câmara Municipal?
___ Na atual circunstância não seria aconselhável. É como beijar minhoca, difícil de saber qual é o lado certo.

“ minhoco, minhoco, você beijou errado, a boca é do outro lado...”.
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DINHEIRO SOBRANDO 
  Pouco se tem falado no dinheiro da Ponte Anita Garibaldi. Aquela diferença de Imposto que o Consórcio teria deixado de recolher aos cofres da “Barrosa”.
Caso foi parar na Justiça. Atualmente, a grana, cerca de 15 milhões de reais está depositada em Conta Judicial à espera da decisão final.
  Consórcio continua esperneando, e oferecendo bagulhada como garantia.  
___ Será, que o pessoal da Prefa está dormindo no ponto?
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LAGUNA – NOSSA TERRA, NOSSA GENTE.

                       HORA DA DECISÃO
Na crônica de hoje contarei uma história que teria acontecido na vida de um dos homens mais ricos da Laguna. Um abastado exportador cujo nome virou sinônimo de fortuna.
Desta vez, deixo o nome dos personagens, no mais respeitoso anonimato.
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              Década de 50.

Naquela manhã de outono o navio “MAX” da empresa Carl Hoepcke, atracado no caís, onde hoje é o Mercado Público, preparava-se para zarpar.
Destino: Florianópolis.
O nosso personagem de hoje, na maior fatiota, já estava a bordo.
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Da capital catarinense ele seguiria, em outro navio de carreira, até à cidade do Rio de Janeiro.
Despediu-se dos amigos, que lhe acenavam da terra, e acomodou-se no camarote.
      O mar não metia medo, sentia-se em casa, mesmo em dias de borrasca.
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Na Cidade Maravilhosa encontrar-se-ia com empresários da Alemanha, pessoas com quem trabalhava há vários anos, mas não os conhecia.
       Na antiga capital da República, após reuniões de negócios,  jantares e passeios, chega o momento de retornar a Laguna.
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Num gesto de cortesia, os industriais alemães ofereceram ao lagunense uma passagem de avião até Florianópolis.
        Nosso personagem ficou entre a cruz e a espada. Recusar seria uma inominável indelicadeza.
Aceitar era ter que enfrentar uma das coisas que ele mais tinha medo:  __ andar de avião.
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No hotel, na véspera do embarque, enquanto esperava o sono, vivia um pesadelo diante daquela expectativa angustiante.
      Tirou seu relógio da algibeira e o examinou longamente.  Uma jóia da indústria suíça, todo de ouro, e que estava na família, há décadas.
Seu valor sentimental era incalculável.
E, agora, na iminência daquela perigosa viagem, ele se perguntava?
___ Valerá a pena corrermos o mesmo risco,  juntos?
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Depois de ponderar, analisar os prós e os contras, na hora da decisão, deixou-se levar pelo sentimentalismo.
     Ele, o comerciante, iria mesmo de avião, mas, o seu precioso relógio retornaria de navio, uma viagem muito mais segura.
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Felizmente, pelo ar e pelo mar ambos os “passageiros” chegaram sãos e salvos a Florianópolis.
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O empresário já faleceu. Não sabemos com qual dos herdeiros ficou o valioso relógio.



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