domingo, 6 de agosto de 2017




CANÇÃO DO EXÍLIO

A “Semana Cultural” em Laguna teve, sempre,
como objetivo principal, evidenciar nossos feitos de glória, rememorar nossa história e revigorar nossas  manifestações culturais.

Este ano, a Fundação Lagunense de Cultura homenageou a “Casa da Dindinha” da localidade de Ribeirão Pequeno, por seus 10 anos de atividade em defesa e preservação  da herança açoriana no município.
 Destaque: participação dos alunos da rede municipal de ensino.

  

Em algumas apresentações, como na de sábado, dia 5 de agosto, o público compareceu em grande número, para ver e ouvir o Coral Santo Antônio dos Anjos e orquestra.




No palco a pianista Maria Tereza Remor Silva, esposo Pedrinho Silva e suas duas filhas Débora e  Ana Luíza.

Na platéia a Família Remor prestigiava o encontro.











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Nosso abraço a dupla dinâmica, Karmensita e Marcinho Rodrigues Filho. Simpatia e eficiência a serviço da cultura.
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                         PEDRO RAIMUNDO



Pedro Raimundo, nascido em Imarui, foi cantor e compositor que brilhou no cenário nacional na década  de 40.
             Homenageado na XXVII Semana Cultural de Laguna.



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Contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o grande sanfoneiro,  cantando músicas gauchescas, apresentava-se, sempre, pilchado.
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                                                                                          Em 1943 lançou disco com a valsa “Saudades de Laguna”.
“Quando de ti me lembro, Laguna amada/ parece que te vejo diante de meus olhos.
Laguna dos meus sonhos/ por ti eu choro...”.
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A música logo virou uma espécie de “canção do exílio” dos lagunenses, que  viviam longe de seu torrão natal.
Não havia quem não se emocionasse ao ligar o rádio e escutasse “Saudade de Laguna”
“ minh`alma triste canta esta saudade”
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No coração dos  mais jovens “saudades de Laguna” foi caindo no esquecimento, até, que Adílcio Cadorin a ressuscitou no espetáculo “Tomada da Laguna”.
Terezinha Flor e João Rodrigues reviveram Pedro Raimundo. A magnífica performance de ambos recolocou a música no coração do povo.



Na foto, Elpídio Felisberto Raimundo, em ato oficial na Câmara Municipal de Laguna, faz entrega  ao Museu Anita Garibaldi da  famosa sanfona.
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À margem da história oficial, existem outros fatos que passamos a narrar.
     O imponente prédio do Hotel Rio Branco (ainda  existente) era o endereço preferido dos que chegavam a Laguna em busca de oportunidades (bons tempos).
Tancredo  (Donga) Mattos e Pedro Raimundo, conterrâneos,  ali se hospedaram, vizinhos  do senhor Miguel Abrahão.
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Noite do famoso Baile das Rosas, no Clube  3 de Maio, no Magalhães.
Donga e Pedro Raimundo, jovens, ficaram excitados. Convites, até que conseguiram, porém, esbarraram na exigência: Traje Social completo.

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Miguel Abrahão,  estava viajando, a serviço. Com certeza, chegaria cansado e nem iria ao baile.
___ E, aqueles dois ternos continuariam dormindo no seu guarda-roupa?
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Miguel, ao retornar, encontrou os cabides vazios. Logo imaginou o que havia acontecido. Foi até o clube. Sem poder entrar, por falta de terno, ficava fazendo sinal  aos “amigos da onça”.
Pedro e Donga, escondidos entre os braços das donzelas fingiam nada perceber.
E foi, assim, que Miguel “dançou” sem ir ao baile.
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Miguel Abrahão foi comerciante, aqui, na  Santa Terrinha,  até o fim de seus dias. Donga Mattos foi vereador e primeiro vice prefeito da Laguna.
Pedro Raimundo, antes do sucesso no rádio e no cinema, participou de Conjuntos Musicais em Laguna, ao lado de músicos como Agenor Bessa  e Maneca Bessa.
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Dizem, que certa ocasião, uma Comissão constituída por Amigos de Pedro Raimundo  teria visitado o prefeito de Laguna, pedindo ajuda para providenciar o traslado dos restos mortais do sanfoneiro, do Rio de Janeiro para Imarui.

___ Que tipo de ajuda, pergunta o alcaide lagunense.
__ Em dinheiro, claro, pois não foram vocês que ficaram com a “GAITA” dele?




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                                                                                                          CAÇADORES DE PERERECA















      Fiel ao adágio de que uma andorinha só
não faz verão, prefeito Mauro, agora, só faz visitas oficiais acompanhado de seu secretariado.
  Na visita à Lanchonete do ZIN o time compareceu completo inclusive o pessoal da Flama – Fundação do Meio Ambiente.
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O Estabelecimento comercial do Zin  fica ao lado do Morro do Gi (Pedra do Frade) limite entre a Praia do Gi e Praia do Sol ( Itapirubá).                                                                           Local aconchegante, em meio a um restante de mata nativa, próximo ao local onde o Rio do Gi deságua nas ondas do mar.

Motivo do convite: revitalização da área (Parque Pedra do Frade)  e melhorias na estrada de acesso à região.
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Consta, que  a execução do projeto elaborado para o local, teria esbarrado na perereca.                                              Morro do Gi seria habitat de uma perereca rara.
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Parece, que  tal perereca, durante o acasalamento produz uma toxina altamente afrodisíaca indicada  para humanos de ambos os sexos.
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Não sabemos se foi organizado algum safári em busca da tal perereca.
                                            

                                                                                                                          O REALEJO




A “noite da seresta” já uma tradição da “Semana Cultural”. Este ano os organizadores solicitaram a alguns moradores do Centro Histórico que aguardassem a visita  dos seresteiros com as janelas abertas.
     “A deusa da minha rua/ tem os olhos onde a lua/
        Costuma se embriagar/
         Nos seus olhos eu suponho/
          Que o sol num dourado sonho/
           Vá claridade buscar”.
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Nossa casa não estava entre as “sorteadas” da rua.

__ Os velhinhos são do tempo dos lampiões  a gás, quando a seresta era ao som do realejo.

   “Naquele bairro afastado/onde em criança vivias/
    Passava todas as tardes/ um realejo risonho/
     Passava como num sonho/ um realejo a cantar”.
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GENÉRICOS
    Deixaram a Árvore de Anita morrer. Esta semana plantaram um “filhote” da velha figueira.
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Sino Roubado.

No alto da escadaria do Museu Anita Garibaldi Elvis Palma aponta o local do crime. Assunto muito badalado.
Muita gente pede a colocação de um sino substituto.
                                



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RETALHOS DO COTIDIANO

MOTO LAGUNA DE INVERNO
   Após o sucesso do evento perguntaram aos responsáveis, Paulino da Rádio-Elétrica e Nilson Algarves:
___ O que vão fazer agora?
___ Tirar um ronco...
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Batista Cruz, patrimônio do rádio na Laguna, mais de meio século no ar. Continua ativo. Apesar da diabete ele não enjeita mesada.
___ Muito camarão, no bafo?
___ Ao invés de frutos do mar estão servindo até  galeto de frango de macumba. É a crise.
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PANORAMA = Com cinco meses de programa os surfistas de Ondas Médias continuam bagunçando o horário nobre do rádio, com cumplicidade dos ouvintes e muita tecnologia.
Sidnei Silva é o mais otimista. Como evangélico, não pode ser desCrente...
Quem é o melhor garfo?  Elvis Palma ou Romulo Camilo.
Na choperia Gaulês ambos disputam o troféu “Obelix”



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BULLYING

   Cetáceos – Será que o filhote fica chateado quando dizem que sua mãe é uma baleia?
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