terça-feira, 13 de junho de 2017




                                       

                                A MENSAGEM








Um mar de gente. Quanta esperança no olhar.
Em sua mensagem telepática o santo parecia dizer:

O Brasil não é mais um gigante adormecido e seu povo, varonil, haverá de agir com clava forte  para afastar, definitivamente os saqueadores dos cofres públicos, os usurpadores da honra nacional.
O sol da liberdade há de raiar novamente, a iluminar a esperança de um povo que deseja apenas, voltar a ser feliz.
Temos que fazer a nossa parte!
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     O FORTE APACHE 


                                                                                                                             




Uma fortificação de pau a pique, na descida do Morro da Nalha, intrigou a todos que por ali passavam.
Línguas de trapo, fofoqueiros e maledicentes trataram de injetar venenos, através das redes sociais.
___ Finalmente, a primeira obra do Governo de Mauro Candemil,  que deveria ser inaugurada durante as festividades do nosso padroeiro. Governador e vice Governador já teriam confirmado presença.
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A realidade é outra.   
                                                                                              



        O clima é de farwest, embora não se saiba quem é o bandido, e quem é o mocinho.


   Guerreiros sob o comando do cacique Nuvem Vermelha (Tono Laureano), invadiram o forte defendido pelo Intrépido General Jonatam ( Obras) e sequestraram  todas as máquinas, sob a alegação de que os bens pertenciam aos seus antepassados.
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Não desejando ser apanhado de surpresa, novamente, o General reforçou a cavalaria e mandou construir um novo portão para o forte.
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O próprio cacique Tono, montado em seu cavalo de ferro (trator), rebocou o tal portão, e o deixou  abandonado no Morro da Nalha.

Sinais de fumaça transmitem a seguinte mensagem:
Duelo de Macho.  (Tono versus Valdomiro).                             Briga por espaço no Paço Municipal.

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O Grande Chefe branco reuniu o Conselho.                       O Pajé Noel será o encarregado de assinar um Tratado de Paz.
Se Cacique Tono Pena Vermelha e o General Jonatam não fumarem o cachimbo da paz, o Grande Chefe vai botar seu tacape pra funcionar.


O REBELDE
    Vereadora Nádia Lima apresentou projeto, disciplinando o uso de fogos com estampidos muito fortes.
Os cães sofrem muito com esses decibéis pirotécnicos.
O tema é polêmico. Está em discussão na Câmara de Laguna.
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O que ninguém esperava era que um cachorro liderasse um movimento contra o projeto.
O líder de oposição  é o conhecido cão “ Branquinho” frequentador assíduo das igrejas da Paróquia Santo Antônio dos Anjos.




 Elvis Palma, com faro de repórter, seguiu todos os passos do “Branquinho,” durante a trasladação da imagem  do padroeiro, sob intenso foguetório.
Às vezes, quando o tiroteio vinha de todos os lados, “Branquinho” buscava abrigo sob o carrinho do andor, retornando em seguida ao seu posto, na vanguarda do cortejo religioso.





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                                  GENTE DE NOSSA TERRA


Na foto, mãe  filho, já  falecidos. Dona Fany Schiefler Lopes participava de todos os acontecimentos da cidade desfiles cívicos ou de carnaval. Lanches beneficentes, baile, bingos, peças teatrais e recitais.
   Luiz Eduardo – o Piston, funcionário da Caixa Econômica Federal, bom papo, alegre, participativo nas diretorias de clubes e nas competições esportivas da Caixa.
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Relembrarei aqui, duas crônicas em que ambos foram protagonistas.


          A DAMA E O XALE
A centenária Associação das Damas de Caridade, de Laguna, semanalmente, reúne sua diretoria para fazer a tradicional distribuição de alimentos e agasalhos às famílias carentes, cadastradas naquela organização.
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Naquela semana, as “meninas” ( dona Continha, Norma, Laíla,Miriam, Vera,Mirtes, Salete do Gonçalo, Salete do Munir, Rita e dona FANY) chegaram cedo  à sede da Associação.
Tinham muito trabalho pela frente, além de agasalhos e alimentos doariam, também, cobertores. Pacotes e embrulhos já haviam sido preparados, no dia anterior.
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A movimentação era intensa: organização de filas, identificação da clientela e a entrega dos donativos.
Pacote pra cá, embrulho pra lá, tudo feito com a alegria  que brota das ações solidárias.
Além do calor humano, a temperatura do ambiente, também, foi subindo.
As “ damas”, encaloradas, foram tirando casacos, blusas  e arregaçando mangas ( literalmente).
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Em meio a toda aquela animação, dona Fany pergunta?
___ Alguém viu o meu xale?
___ Eu vi, estava sobre a mesa, ao lado dos cobertores.
Não estava mais.
Por alguns instantes tudo foi paralisado. Era preciso encontrar o xale da dona Fany.
Vasculharam todos os cantos, inutilmente. De mãos dadas, rezaram o responso de Santo Antônio.
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Desanimada, dona Fany foi até à janela, tomar um ar, e viu o xale nos ombros de uma velhinha. Ela estava feliz. Alguém, por engano, incluíra o xale no rol de roupas para doação.
Não era a primeira vez, em outra ocasião as “damas”, no afã de atender a todos, quase acabaram doando o casaco da Presidente.
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O xale era, realmente, uma peça lindíssima, com longas e artísticas franjas coloridas.
Fany não se conformava.
___ Meu xale de estimação, comprado na Espanha, presente de minha filha Mariângela. Vou buscá-lo.
     A velhinha já desfilava entre as colegas, com trejeitos de dançarina espanhola, queria ficar com o presente.
___ Dona Fany, estou tão quentinha, a senhora não vai fazer isto comigo...
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A Salete do Gonçalo tentou negociar, oferecendo em troca, um casaco de astracã, coisa fina que o marido lhe comprara no tempo do Magazine Hoepcke.
A mulher recusou, cada vez mais enrolada no xale.
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Alguém lembrou-se  de um casacão com gola de pele, que uma dama da sociedade florianopolitana havia doado, recentemente.
___ Irresistível.
A velhinha atirou o xale nos braços da Fany e saiu, toda faceira, dentro daquele casacão de grife...
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     O CURIÓ E A PERIQUITA                   










Eduardo Luiz, o Piston ganhou de um parente, um Curió, ainda jovem.
Junto com o pássaro veio uma fita de vídeo, mostrando o dia-a-dia de uma família  de Curiós
Na fita de áudio, 60 minutos do mais puro canto dos ancestrais do passarinho.
Anexo, um livro com instruções.
O pássaro deveria ficar num local com proteção acústica. Isolamento total, pois o treinamento vocal do jovem Curió não poderia, em  hipótese alguma, ser influenciado pelo canto de outros pássaros.
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No começo, Piston seguiu o treinamento de acordo com o figurino.
Ligava a fita de vídeo, e o áudio, para que o Curió ouvisse o canto, e acompanhasse o comportamento de sua família.
Porém, paciência tem limites,  a profissão de professor de canto de ave canora não durou muito tempo .
Era muita mão de obra.
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Raquel, a esposa, que ficara sem poder escutar música, tinha que abaixar o som da TV e andar na ponta dos pés, para evitar traumas ao bichinho, já olhava para o Curió com ares de gata faminta.
Está na hora de dar um jeito no passarinho, sem melindrar o parente que lhes trouxera o presente.
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Num jantar beneficente, ao passar por uma das mesas do clube, ouviu o que uma senhora falava: ... a pior coisa do mundo é ter em casa um passarinho que só dobra.
Raquel nem poderia imaginar que a fulana referia-se ao próprio marido.
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Ao chegar em casa, supersticiosa, pensou numa maneira de fechar a boca  do Curió, sem atentar contra sua integridade pública.
     Semanas depois, na feira, ela teria comprado uma periquita, dessas bem verde e amarela.
Colocou-a numa gaiola, bem defronte ao Curió, que ficou gamado. Amor à primeira vista.
O curió desligou-se dos vídeos,  e até ensaiou  um suave corrupaco...

Moral da história:
      Diante de uma bela periquita, nenhum passarinho “ dobra”...
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