quarta-feira, 13 de junho de 2018




                                     

As duas bandas centenárias da Laguna.
           Tradição que se renova.
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                                                                                                                                         MARATONA DO PADROEIRO.
                            
                           2ª parte 


                                                                                                        O maratonista Santo Antônio  dos Anjos completou a prova em duas horas e quinze minutos.                                        Um bom tempo, que já o habilita a disputar a meia maratona do Rio de Janeiro.
    Confesso que temi pela integridade física do nosso padroeiro. Uma jornada estafante e desnecessária.
Felizmente, a linda e preciosa imagem terminou o insano périplo, sem maiores percalços, pelo menos, aparentemente.
Que este tipo de insensatez não se repita, aliás, diga-se a bem da verdade, nada  acrescentou ao evento religioso.
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As trezenas sempre prestigiadas por centenas de fiéis. A decoração da Matriz, as flores do andor, o espetáculo pirotécnico. As “paradinhas”, as lembranças e os pãezinhos, o fervor, a devoção o folclore e duas bandas centenárias, são ingredientes que fazem da festa de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, um espetáculo religioso, impar em nosso estado.
                            


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                 A PARADINHA. 
Domingo, dia 10 de junho.
Com surpresa, eu vi a procissão, entrando pela rua  Duque de Caxias, onde resido. 
Observei o cortejo. Na vanguarda, os “Irmãos de Santo Antônio” com suas opas vermelhas.
     No carrinho-andor, o santo padroeiro parecia flutuar sobre um tapete de flores.
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Eu estava sozinho em casa, em meu ponto de observação, minha janela, quando aconteceu a famosa “paradinha”. O carrinho rodou suavemente e, ali estava eu, cara a cara com o Santo.
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Confesso que fiquei sem saber o que fazer
Do olhar e do sorriso daquela imagem que parece viva, emanam uma espécie de mensagem telepática que fala ao coração e purifica a alma.
  E, lá se foi ele, deixando para trás, uma estranha sensação de paz.

CONVERSAS DE SACRISTIA.
REPRESÁLIA
  A trasladação deste ano, seguindo a tradição, deveria sair da Matriz do bairro Magalhães.
Mudaram tudo. O santo saiu da capela de Santa Terezinha, no Mar-Grosso.
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Quando a procissão noturna passou defronte à Matriz de N.S. dos Navegantes era hora da missa. Foi completamente ignorado.
Como disse o radialista Batista Cruz, o pessoal não soltou  nem “espanta-coió”, aliás, todo o bairro ficou em silêncio.
Quem planta vento, colhe tempestade.
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  COQUETEL MOLOTOV 
    Na noite da trasladação, após a trezena, era oferecido um coquetel às autoridades, sem qualquer ônus  para a Paróquia  nem à organização da festa.
Salgadinhos, doces, bebidas, decoração, tudo de graça. A equipe organizadora formada por mulheres de nossa sociedade começava cedo o trabalho de arrecadação.  O padre só entrava com o local, a Casa Paroquial.
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O coquetel  foi idéia do odontólogo Vanio Pinho, há uns 40 anos. Vigário à época, Antônio G. Herdt. 
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Carta do pároco Lenoir aos fiéis: Em verdade vos digo,  este ano não haverá coquetel.
A última ceia oferecida aos profetas da política será um churrasco no Centro Cultural..
E, assim, ficou escrito!
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Reação no Reino da Galiléia, digo, das Pererecas. 
               __ Logo este ano, com o governador sendo um lagunense, não podemos lavar as mãos, como Pilatos.
E, assim, cumpriram-se as escrituras. Uma liderança do Reino organizou o coquetel, na sede do Sinédrio, quer dizer IPHAN.
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Primeiro ato da sacerdotisa do coquetel:
___ Negar salvo conduto ao  repórter  da cidade, mago  da fotografia, Elvis Palma.
Parágrafo único:  negar convite a algumas mulheres que organizavam os comes-e-bebes na Casa Paroquial.
Em tempos da Copa do Mundo na Rússia alguém preparou um COQUETEL MOLOTOV.
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O SEQUESTRO DO GOVERNADOR.
Após a trezena  o pároco acompanhou as autoridades até ao Centro Cultural. Hora de churrasquear uma picanha.
Ali ficaram até à meia noite.
    E, o Coquetel Molotov?
___ Quase explodiu!
                       


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CINDERELA
   Durante o trajeto, longo e acidentado, uma festeira perdeu um dos sapatos.
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PASSOU NO TESTE
Governador Eduardo Pinho Moreira acompanhou o Santo Antônio desde o bairro Mar-Grosso até à Matriz no Centro Histórico.
Está em boa forma para encarar uma campanha eleitoral.


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HORA DA PRECE
Na trezena do padroeiro, as “meninas” da “Mamãe-bebê” recarregam as baterias para mais um ano de luta em prol da Maternidade do Hospital Senhor dos Passos.



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AS “ LEMBRANCINHAS”
É assim a cada ano, as lembrancinhas da festa do padroeiro são confeccionadas no  maior sigilo. E nem sempre atendem ao gosto dos devotos.
    Este ano não foi diferente. A estatueta, moldada no barro, com seus olhos meio caídos foi logo chamada de “Cerverózinho”.
Pura maldade.





Vamos prestigiar o artesão. Quem sabe, num futuro próximo ele possa vir a  ser o nosso Mestre Vitalino, criador da chamada “arte figurativa”.



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