quinta-feira, 25 de outubro de 2018


                                                   ALEA JACTA EST
                                             


No ano 49, antes de cristo, o general Júlio Cesar, à frente de suas legiões, chegou a um impasse, atravessar ou não o Rio Rubicão.                                                                  O rio separava  a Gália,  de Roma.
Pelo Direito Romano cruzá-lo com suas tropas, equivalia a uma declaração de guerra contra o Senado Romano.
Após ouvir os deuses  Júlio Cesar resolveu atravessar o Rubicão. Um caminho sem volta.  ALEA JACTA EST – expressão em latim que significa
                       A sorte está lançada!
Episódio que mudou os destinos daquele que era, na época, o mais poderoso império do mundo.





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Neste domingo, 28 de outubro de 2018, liderando milhões de legionários,  General Júlio Cesar,  ou melhor dizendo, capitão Bolsonaro, deverá  cruzar o Rubicão.                                           ALEA  JACTA EST    -                                                                                                                      A SORTE ESTÁ LANÇADA
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A VELHINHA PINTADINHA



Novamente, Laguna amanheceu toda pintadinha. Preparação para a cobrança  do “ Estacionamento Rotativo”. Único meio encontrado para  melhorar o trânsito no Centro Histórico.
A empresa vencedora da licitação não vem para resolver nossos problemas e, sim, para ganhar dinheiro. Quanto maior a área a ser controlada, maior  o lucro.
___ Quanto a Prefeitura irá cobrar pela cessão das áreas?
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Paralelamente, tivemos uma audiência pública no sul do estado, com a finalidade de se resolver sobre a implantação de três praças de pedágio.
O cidadão compra o veículo, e já paga imposto. Posteriormente, paga para dirigir. Paga estacionamento e, ainda,  pelo direito de trafegar nas estradas federais, custeadas pelo dinheiro do contribuinte.
Às vezes tem até que pagar pelas lajotas que irão calçar a sua rua.
Vocês não acham que é muito encargo para uma criatura só?
___Não estaria na hora de se pensar em construir ciclovias, ligando os bairros ao Centro Histórico?
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DE VELA NA MÃO E OLHO NO COFRINHO
A  eleição é no dia 28 de outubro. Cinco dias depois, Finados.
   No dia dos mortos  é grande o movimento nos cemitérios. Gente  lavando túmulos, colocando flores, colando vasos, etc.
    Enquanto a esposa acertava os detalhes na sepultura da mãe, o marido circulava pela zona morta.
Diante de um jazigo, uma mulher ajeitava a decoração mortuária. Sentava e levantava.
A moça usava uma dessas calças modernas, cintura baixa. A cada movimento, a calça descia, e a bunda vinha à tona. De vela na mão, e  olho na “covinha,” o maridão preparou-se para rezar.






Orava com tamanha tesão, que somente voltou à realidade, graças ao beliscão da esposa.

___ Em casa, onde eu preciso, se faz de morto, no cemitério banca o vivo.
___ Esta noite, ou ele ressuscita, ou vai para o crematório...
                                                                                   
                                                                                                                                                                          LÍNGUA DE PEIXE



Eles chegaram aos molhes da barra com o samburá cheinho de camarões vivos, recém pescados na Lagoa Santo Antônio dos Anjos. Iscas preferidas dos robalos.

 A madrugada já os encontrou sobre as pedras do promontório. Caniço em punho, o  camarão vivo, preso ao anzol, vagava  ao sabor da correnteza.
Às  oito horas quatro lindos robalos, com mais de 3 quilos cada um, jaziam  sobre as pedras do espigão, despertando a curiosidade dos turistas, dois casais numa camioneta F-1000 e do japonês que, também, arriscava umas linhadas.
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Chede ( da Pizzaria Chedão) e seu parceiro Pingo ( falecido) pois eram eles os pescadores, só tinham olhos para o mar, esquecidos do mundo, atentos a mais leve puxadinha. Prontos para fisgar mais um.
Súbito, o japonês  começou a gritar, agitadíssimo:
___ Lobalo! Lobalo!
___ Chede,  o china endoidou, ou pegou mesmo um robalo?
___ Impossível Pingo, nem japonês é capaz de fisgar robalo, utilizando camarão cozido, como isca...
O simpático filho do sol nascente cada vez mais nervoso, agitando os braços, e apontando para a camioneta que partia, repetia, sem parar
___LOBALO! LOBALO!
Só então, os experientes pescadores dos molhes, entenderam que haviam sido roubados. O pessoal da F-1000 havia surrupiado os  robalos.
Indignados, em desabalada carreira  saíram no encalço dos ladrões. Inutilmente.
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Lá pelas 11 horas, sem conseguir pescar mais nada, resolveram afogar as mágoas no bar do Jair. Encheram a cara e o pandulho. Peixe no forno, regado a muitas cervejas.
                               


___ Que tal o ROBALO? Pergunta o proprietário.

Vinha gozação por aí.  Chede preparou-se para o revide.
___ Está ótimo...
___ É fresquinho. Quatro pessoas chegaram numa  camioneta F- 1000, comeram e beberam,  e pagaram a conta com alguns robalos recém pescados nos molhes.
Chede engoliu em seco, era muita ousadia, os vigaristas lhes roubaram o peixe, e ainda comeram e beberam por conta dos patos.
___E nós, ainda teremos que pagar pelo peixe que pescamos...
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Diz o Edésio que o Chede aprendeu a lição. Nunca mais saiu para pescar, sem levar um dicionário “ português/japonês”.
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